"- Eles foram muito ingênuos em acreditar que passariam a vida toda juntos.
- E o que aconteceu?
- A vida aconteceu. Coisas acontecem. O tempo acontece. É quase sempre a mesma coisa mais ou menos.
- Talvez um deles tenha fugido com outra pessoa.
- Talvez o sentimento tenha acabado."
(Um Beijo Roubado)
domingo, 24 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
I wanna believe!
Sempre fui um pouco iludida quanto ao amor. Sempre acreditei demais nisso.
Talvez seja por causa dos incansáveis filmes da Disney. Ou por eu sempre ver meus pais juntos. Ou até mesmo por passar horas na frente da tv assistindo séries e novelas que mostram isso.
A gente sabe que as coisas não acontecem assim. Seu "príncipe encantado" não vai bater na sua porta com um sapatinho de cristal na mão falando que você é o amor da vida dele. Muito menos vai aparecer no meio da noite e vai te dar aquele beijo pra você acordar (nesse caso, ao invés de acordar você morreria... e de susto ainda por cima!).
Mas acho que eu parei. Parei de imaginar o cara perfeito junto com a casa perfeita e os filhos perfeitos porque isso não existe. E eu tenho plena noção disso porque eu vivo num mundo onde nada é perfeito. Muito menos eu. E chega uma hora em que você quer mais é que as coisas aconteçam e para de idealizar tudo aquilo.
Não vou mentir e nem ser hipócrita em falar que eu não acredito mais no amor. Muito pelo contrário. Acredito sim. E muito ainda! Só que eu quero acreditar no amor real. No amor que faz a gente querer mais. Que faz a gente crescer por dentro e por fora. No amor daquele casal de velhinhos que ainda passeiam de mãos dadas, mesmo brigando toda noite por causa da toalha molhada em cima da cama ou por causa da quantidade de remédios que ela toma.
Quero acreditar no amor que cresce. Que se mantém. Que muda. Que faz você não conseguir ficar longe, por mais que por perto seja um caos. Que faz você enxergar melhor, ouvir melhor e sentir melhor. Muito melhor. Sentir tudo e todos. Principalmente você mesmo.
No amor que você se baseia e se influencia pra qualquer momento da sua vida. No amor que você sabe que pode confiar e que haja o que houver, ele vai estar ali... esperando por você.
Não achei esse amor ainda. Talvez ele já tenha vindo e eu o deixei ir embora. Talvez ele não tenha nem aparecido. Mas hoje, diferente de tempos atrás, não espero um conto de fadas. Espero um amor real. Real mesmo. Com brigas, com telefonemas no meio da noite, com cíumes e com conversas intermináveis que fazem você querer continuar sempre.
Na verdade, eu quero acreditar que vale mesmo a pena se dedicar, arriscar e se machucar todas as vezes. Mas principalmente quero acreditar que ele é real e que ele existe de verdade.
"Look at the stars. Look how they shine for you. And everything you do. Yeah, they were all yellow"
[Yellow - Coldplay]
Talvez seja por causa dos incansáveis filmes da Disney. Ou por eu sempre ver meus pais juntos. Ou até mesmo por passar horas na frente da tv assistindo séries e novelas que mostram isso.
A gente sabe que as coisas não acontecem assim. Seu "príncipe encantado" não vai bater na sua porta com um sapatinho de cristal na mão falando que você é o amor da vida dele. Muito menos vai aparecer no meio da noite e vai te dar aquele beijo pra você acordar (nesse caso, ao invés de acordar você morreria... e de susto ainda por cima!).
Mas acho que eu parei. Parei de imaginar o cara perfeito junto com a casa perfeita e os filhos perfeitos porque isso não existe. E eu tenho plena noção disso porque eu vivo num mundo onde nada é perfeito. Muito menos eu. E chega uma hora em que você quer mais é que as coisas aconteçam e para de idealizar tudo aquilo.
Não vou mentir e nem ser hipócrita em falar que eu não acredito mais no amor. Muito pelo contrário. Acredito sim. E muito ainda! Só que eu quero acreditar no amor real. No amor que faz a gente querer mais. Que faz a gente crescer por dentro e por fora. No amor daquele casal de velhinhos que ainda passeiam de mãos dadas, mesmo brigando toda noite por causa da toalha molhada em cima da cama ou por causa da quantidade de remédios que ela toma.
Quero acreditar no amor que cresce. Que se mantém. Que muda. Que faz você não conseguir ficar longe, por mais que por perto seja um caos. Que faz você enxergar melhor, ouvir melhor e sentir melhor. Muito melhor. Sentir tudo e todos. Principalmente você mesmo.
No amor que você se baseia e se influencia pra qualquer momento da sua vida. No amor que você sabe que pode confiar e que haja o que houver, ele vai estar ali... esperando por você.
Não achei esse amor ainda. Talvez ele já tenha vindo e eu o deixei ir embora. Talvez ele não tenha nem aparecido. Mas hoje, diferente de tempos atrás, não espero um conto de fadas. Espero um amor real. Real mesmo. Com brigas, com telefonemas no meio da noite, com cíumes e com conversas intermináveis que fazem você querer continuar sempre.
Na verdade, eu quero acreditar que vale mesmo a pena se dedicar, arriscar e se machucar todas as vezes. Mas principalmente quero acreditar que ele é real e que ele existe de verdade.
"Look at the stars. Look how they shine for you. And everything you do. Yeah, they were all yellow"
[Yellow - Coldplay]
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Love song for no one
"Pedi uma definição ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. No plano real: que história é essa? No que depende de mim, estou disposto e aberto. Perguntei a ele como se sentia. Que me dissesse. Que eu tomaria o silêncio como um não e ficaria também em silêncio. Acho que fiz bem."
- Caio Fernando Abreu
- Caio Fernando Abreu
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
But if you never try you'll never know...
Há uns duzentos anos atrás, Benjamin Franklin compartilhou o segredo de seu sucesso com o mundo. Ele disse “nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Esse é o cara que descobriu a eletricidade. Então, é normal achar que a maioria de nós iria ouvir o que ele fala… Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Às vezes, o medo é de apenas tomar uma decisão, porque e se você estiver errado? E se você fizer um erro que não dá pra desfazer? Seja lá do que a gente tem medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir. Acaba parecendo que a gente está carregando um tumor gigante. E, não, eu não estou falando metaforicamente. […]
“Deus ajuda a quem cedo madruga”; “é melhor prevenir do que remediar”. “Bobeou, dançou”. Não podemos fingir que nunca escutamos essas. Todos nós já ouvimos os provérbios, os filósofos, os nossos avôs nos falando para não perdermos tempo, aqueles poetas chatos clamando para gente “aproveitar o dia”. Ainda assim, às vezes a gente tem que pagar para ver. Temos que cometer nossos próprios erros. Temos que aprender nossas próprias lições. Temos que varrer as possibilidades do hoje pra baixo do tapete do amanhã até não podermos mais, até que a gente compreenda por si só o que Benjamin Franklin quis dizer. Que o saber é melhor que o ponderar, que o despertar é melhor que o sonhar. E que mesmo a maior falha, mesmo o pior erro possível, é melhor do que nunca tentar nada.
“Deus ajuda a quem cedo madruga”; “é melhor prevenir do que remediar”. “Bobeou, dançou”. Não podemos fingir que nunca escutamos essas. Todos nós já ouvimos os provérbios, os filósofos, os nossos avôs nos falando para não perdermos tempo, aqueles poetas chatos clamando para gente “aproveitar o dia”. Ainda assim, às vezes a gente tem que pagar para ver. Temos que cometer nossos próprios erros. Temos que aprender nossas próprias lições. Temos que varrer as possibilidades do hoje pra baixo do tapete do amanhã até não podermos mais, até que a gente compreenda por si só o que Benjamin Franklin quis dizer. Que o saber é melhor que o ponderar, que o despertar é melhor que o sonhar. E que mesmo a maior falha, mesmo o pior erro possível, é melhor do que nunca tentar nada.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Fomos perfeitos

Segurei sua mão antes de atravessar a rua.
E de repente, pensei: acho que quero esse homem para sempre.
Você e seu jeito engraçado de ser elegante, seu jeito elegante de ser engraçado.
Com você fui até meio mulherzinha. Foi naquele jantar, em que eu deixei você escolher o prato para mim. Logo eu, que chegava aos lugares com o menu lido previamente pela internet e que costumava indicar os pedidos que os outros deveriam fazer. Você me quebrou, me deixou gaga.
Você segurava minha mão sobre a mesa, onde uma luzinha de vela iluminava o estreito espaço entre nós. E eu nunca mais iria querer ser sozinha na minha vida se tivesse você me mimando daquele jeito, a segurar minha mão, a me indicar pratos, a me servir taças de vinho e a me fazer querer você para sempre.
Um pouco era só por causa daquela entrada que você tinha do lado direito da testa. Outro pouco era porque você tinha aquele olhar safado/cavalheiro de Matthew Mcconaughey. Ou talvez fosse só porque você era quentinho num dia frio.
Eu gostava particularmente da manhã. Você era mais perfeito do que em outras horas do dia, pela manhã. Seus braços davam a volta no meu corpo e eu me sentia sedutoramente pequena e franzina. Acho que poderia me sentir pequena e franzina para sempre, ali. Eu ficava na cama e você ia se arrumando enquanto o quarto se perfumava com o seu perfume. Então, você se vestia. Nunca houve no mundo alguém que ficasse tão bem em uma camisa branca.
Depois do misto quente e do suco que você trazia, a gente saía. Você segurava minha mão e assim ficava fácil de a vida ganhar sentido. Acontecia em cada esquina, quando a gente parava para esperar os carros e você me beijava. E segurava a minha mão. E me beijava de novo. E de repente, eu pensei: acho que quero esse homem para sempre.
De mim você não esperou nada de elementar. De mim, eu sei, você sentiu saudade logo depois. Mas foi como num trecho de Lygia Fagundes Telles que o resto aconteceu.
O meu "para sempre" virou um casamento com os mistérios. O seu "para sempre" eu nunca soube.
Eu só sei que é do toque morno das suas mãos sobre meu rosto frio que eu me lembro...
Toda vez que a temperatura cai.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Alguns esclarecimentos

Você disse que queria saber. Nisso eu preciso pensar. Pensar se existe algo a saber. E se existir, se vale a pena te contar.
Você disse que não pode adivinhar. Isso é desnecessário. Basta ler. Perceber o sinal verde, e decidir. Ultrapassar ou não.
Você disse que se importa. Isso ficou obscuro. Se importa com quê? Intenções soltas e desejos desconexos. Esse mistério todo é uma atentado à paz. E uma hora perde a graça. Sejamos diretos para não sermos idiotas: eu te quero. Você me quer? Não sabe? Ah, então vá catar coquinho.
Você disse que se esforça. Isso é engraçado. Passos minúsculos de seres rastejantes. Mas acho que agora a ansiedade já extrapolou a lógica da espera. Ninguém quer meias bocas pra preencher entradas inteiras. Meias palavras para dizer alguma coisa que, feita a análise fria, nada querem dizer.
Você disse coisas fofas. Isso eu amo. E você sabe disso. Afirma que eu não estaria se fosse diferente. Este meu rebolado colorido que descola de seu cenário pastel é meu jeito nada sutil, apesar de ser essa a intenção, de te mostrar que há chances de ultrapassagem.
Você disse que tem medo. Nisso eu creio. Não que eu ache que você tem menos tempo a perder que eu. Só não dá pra continuar encaixando seu medo em horários seguros. Empurrar com a barriga me causa um certo enjôo morno. E eu não consigo empurrar a vida com a barriga porque é a vida que me empurra. E agora, ela me joga em cima de você. Nem que seja para te espantar. o que não seria de todo mal. Ao menos seria real. Melhor te ver correndo pra longe do que empacado em minha vida.
E pela primeira vez, tenho dito.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
De acordo com Elizabeth Kubler Ross, quando estamos morrendo, ou sofremos uma perda catastrófica, passamos por cinco estágios de luto. Passamos pela negação. A perda é tão inconcebível que não acreditamos nela. Ficamos bravos com todo mundo, bravos com os sobreviventes, bravos conosco, e então barganhamos. Nós suplicamos, imploramos, oferecemos tudo o que temos, oferecemos nossas almas, em troca de apenas mais um dia. Quando a barganha falha, e a raiva é demais para persistir, ficamos deprimidos, desesperados, ate que finalmente aceitamos que todo o possível foi feito, e desistimos. Desistimos e tentamos aceitar. O dicionário define luto como um sofrimento mental ou stress por aflição ou perda. Sofrimento agudo. Arrependimento doloroso. Como cientistas, somos ensinados a aprender e confiar nos livros, em definições, em definitivos. Mas na vida, definições estritas raramente são validas. Na vida, o luto pode ser várias coisas que atenuem o sofrimento. Luto deve ser algo que todos temos em comum, mas parece diferente em todos. Não é pela morte que temos que sofrer. É pela vida. Pelas perdas. Pelas mudanças. E quando imaginamos por que algumas vezes é tão tuim, por que dói tanto, temos que nos lembrar que pode mudar instantaneamente. É assim que se permanece vivo. Quando dói tanto que não se pode respirar, é assim que você sobrevive. Se lembrando desse dia, de alguma forma, impossivelmente, não se sentirá assim. Não vai doer tanto. O luto vem em seu próprio tempo para todos. À sua própria maneira. O melhor que podemos fazer, o melhor que qualquer um pode fazer é tentar se honesto. A parte ruim, a pior parte do luto, é que não se pode controlá-lo. O melhor que podemos fazer é tentar nos permitir senti-lo, quando ele vem. E deixar para lá quando podemos. A pior parte é que no momento que você acha que o superou, começa tudo de novo. E sempre, toda vez ele tira o seu fôlego. Há cinco estágios de luto. São diferentes em todos nós, mas sempre há cinco. Negação. Raiva. Barganha. Depressão. Aceitação.
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